Opinião

Editorial: aonde vamos parar como eleitores?

Os eleitores do estado do Rio de Janeiro elegeram, em primeiro turno, Douglas Ruas (PL), como novo governador fluminense. Ele bateu o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Isso porque pesaram os votos em favor de Anthony Garotinho (Republicanos), que estava com sua candidatura sub-júdice. Assim mesmo, o ex-prefeito de Campos concorreu.

A campanha de Paes alegou que Garotinho não poderia sequer concorrer, pois estava com a candidatura suspensa. O próprio ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou que essa candidatura “não existia”.

Ora, acho que os donos da decisão eleitoral do Rio, acreditam que os eleitores fluminense são – no mínimo – otários, para não dizer outra coisa. Porque Garotinho pôde concorrer e o mérito da questão não foi julgado antes que ele tivesse a fotografia exposta na urna eletrônica?

A mesma coisa serve para a candidatura de Marcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo e – pasmem – segundo mais votado como deputado estadual. Ele já havia sido preso antes, em uma fase anterior da Operação Unha e Carne. Agora, o Ministério Público Eleitoral, vem com a brilhante ideia de tentar barrar o deferimento de Canella para evitar que este tome posse.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, apontou a “existência de elementos seguros e convergentes que demonstram não apenas a infiltração de lideranças milicianas na administração pública por intermédio do candidato, como também o apoio eleitoral ostensivo por elas prestado à sua campanha e a sua atuação destacada como articulador de organização criminosa armada”. Será que isso já não estava bem claro na época das eleições.

Ora, a meu ver, o eleitor e cidadão fluminense, merecia mais respeito. Respeito esse, que muitos candidatos não têm, afinal preferem se eleger para viver das benesses que o cargo oferece do que realmente se debruçar sobre os reais problemas do cidadão de nosso estado.

Neste domingo, todos voltarão às urnas. E agora, a escolha será para presidente. O objetivo deste editorial é mostrar que não podermos repetir, em plano nacional, o erro que vem sendo cometido nas eleições do estado do Rio nos últimos anos ou até mesmo nas últimas décadas. Que todos nós possamos votar amanhã por um bem maior. A democracia pode e deve ser nossa prioridade máxima e inegociável.

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