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Roubo cai 67% em perímetro de Botafogo com atuação da Força Municipal

Imagem da Força Municipal

Quem caminha hoje pelas imediações do Metrô Botafogo, na Rua São Clemente ou na Voluntários da Pátria, sente menos aquele aperto no bolso ao segurar o celular na mão. Os números confirmam a percepção: nesse perímetro, os roubos e furtos caíram 67,4% na comparação entre os mesmos períodos de 2025 e 2026 — a maior redução entre as sete áreas monitoradas pela Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio, a chamada Força Municipal.

O dado foi apresentado durante a reunião do CompStat Rio, encontro em que a Prefeitura cruza estatísticas de criminalidade com o trabalho das forças de segurança na cidade. As informações são do Instituto de Segurança Pública (ISP) e consideram especificamente roubos e furtos de aparelhos celulares e a pedestres — os crimes que mais afetam o dia a dia de quem circula pelas ruas.

Botafogo, aliás, não é caso isolado. Os outros dois perímetros que cobrem o bairro e vias de acesso ao Flamengo também tiveram quedas expressivas: 51,3% na Praia de Botafogo com a Marquês de Abrantes, e 51,4% no trecho que reúne a Lauro Müller, a General Severiano e a Venceslau Brás. Juntas, essas três áreas formam o que parece ser o principal ponto de sucesso da estratégia até agora.

Na região central, o entorno da Rodoviária do Rio, do Terminal Gentileza e da Estação Leopoldina — um dos pontos de maior circulação e fluxo de passageiros da cidade — teve redução de 44,6%. Já nos perímetros da Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia a queda foi mais modesta, de 16,8%. Em Campo Grande, entre a estação de trem e o calçadão, a diminuição foi de 15,2%, e na Tijuca, entre as estações São Francisco Xavier e Afonso Pena, de 32,9%.

Para o prefeito Eduardo Cavaliere, os números validam a aposta em uma segurança pública orientada por dados. “A redução dos índices comprova aquilo que sempre defendemos: com uma atuação pautada em dados técnicos, planejamento e gestão é possível realizar um trabalho eficiente na questão da segurança”, afirmou durante a reunião, acrescentando que a intenção é ampliar a área de atuação da Força Municipal pela cidade.

Já o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, adotou um tom mais cauteloso ao comentar os resultados. Segundo ele, os índices iniciais são positivos e mostram que a metodologia está funcionando, mas o trabalho seguirá concentrado nas áreas de maior incidência de roubos e furtos, “sem empolgação” — um recado de que a Prefeitura não considera a missão encerrada.

Quase 200 celulares recuperados desde março

Carnevale também apresentou o balanço operacional da Força Municipal desde 15 de março, data de início do policiamento ostensivo e preventivo nos sete perímetros. No período, os agentes fizeram mais de 9.200 abordagens e realizaram mais de 900 prisões e condução de suspeitos a delegacias.

Entre os itens recuperados ou apreendidos estão 188 aparelhos celulares, 183 motocicletas e 15 cordões — objetos que costumam estar no centro dos roubos a pedestres na cidade. A ação também resultou na apreensão de uma pistola, 14 réplicas de arma de fogo e 54 armas brancas.

Os dados de julho de 2026 ainda são parciais e não entraram na comparação, o que significa que o próximo CompStat deve trazer um retrato ainda mais completo do primeiro semestre de atuação da Força Municipal nas ruas do Rio.

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