A Polícia Civil desarticulou uma perigosa quadrilha que espalhava o terror no litoral fluminense. Em uma ação conjunta com a Polícia Militar e agentes municipais, policiais da 166ª DP (Angra dos Reis) deflagraram a Operação Pirata, resultando na prisão de cinco integrantes de um bando especializado em assaltar embarcações na Baía da Ilha Grande e áreas costeiras da região.
O crime que desencadeou a ofensiva ocorreu nas proximidades da Praia do Laboratório. Armados e utilizando um jet ski, os criminosos abordaram uma lancha e mantiveram os passageiros — entre eles uma bebê de apenas 6 meses — sob severa ameaça por cerca de uma hora e meia. Além de roubarem joias e celulares, os assaltantes coagiram as vítimas a realizar transferências via PIX que ultrapassaram R$ 50 mil.
Inteligência e Cerco ao Crime Organizado
O rastreamento de um dos telefones roubados e o cruzamento de dados sobre a venda das joias no Centro de Angra dos Reis foram decisivos para mapear a estrutura do grupo. A operação capturou peças-chave da engrenagem criminosa:
- Os Executores: O líder do assalto direto, que também articulava o receptáculo dos PIXs e tentou fugir sem sucesso durante a abordagem; e o piloto do jet ski utilizado na abordagem marítima.
- O Armadeiro: Responsável por esconder o revólver usado no crime em um buraco no muro de sua casa, onde a arma foi apreendida.
- O Operador Financeiro: Suspeito que cedeu contas bancárias para as transferências e auxiliou na lavagem do dinheiro nos saques e comércio do ouro.
- A Receptadora: Funcionária de uma loja de ouro que comprou alianças das vítimas por R$ 3.190 e admitiu em depoimento já ter adquirido outros R$ 16 mil em joias roubadas do mesmo criminoso.
Os presos responderão, conforme suas participações, por roubo majorado, associação criminosa, receptação e resistência. A Polícia Civil já solicitou a prisão preventiva dos principais executores e mantém as investigações abertas para identificar outros possíveis ramificações da quadrilha na região.


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