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Cebolinha dá adeus ao Flamengo: de contratação de peso a despedida após quatro anos de altos e baixos

O clube anunciou nesta quarta-feira (9) que acertou a transferência do atacante para o Santos, encerrando uma passagem que começou com status de grande contratação

Montagem com imagem de Everton Cebolinha

Fim de uma história que nunca foi simples. Everton Cebolinha está de saída do Flamengo. O clube anunciou nesta quarta-feira (9) que acertou a transferência do atacante para o Santos, encerrando uma passagem que começou com status de grande contratação e termina com quase 200 jogos, oito títulos e a sensação de que o jogador poderia ter entregado ainda mais com a camisa rubro-negra.

A saída foi definida em comum acordo entre as partes depois de um pedido do próprio jogador. O atacante deixa o Flamengo a menos de quatro meses do fim de seu contrato e agora terá um novo desafio no Santos.

Foram 199 partidas pelo Flamengo e oito troféus: duas Libertadores, um Campeonato Brasileiro, duas Copas do Brasil, três Campeonatos Cariocas e uma Supercopa do Brasil.

Mas os números de títulos contam apenas parte da história.

Chegada cercada de expectativa

Quando desembarcou no Flamengo, em 2022, Cebolinha carregava um currículo que justificava a expectativa da torcida. Revelado pelo Grêmio, o atacante havia brilhado no futebol brasileiro, conquistado títulos, vestido a camisa da Seleção Brasileira e construído carreira no futebol europeu.

A contratação pelo Flamengo representava o retorno ao Brasil de um jogador visto como capaz de decidir partidas e ocupar um papel de protagonista em um dos elencos mais poderosos do país.

A realidade, porém, foi mais complicada.

Brilho, cobrança e falta de sequência

Cebolinha encontrou no Flamengo um cenário de enorme concorrência no setor ofensivo. Em um elenco repleto de jogadores de alto nível, precisou disputar espaço e nem sempre conseguiu manter uma sequência como titular.

Vieram bons momentos, gols, participações importantes e períodos em que parecia finalmente encontrar seu melhor futebol. Mas também surgiram atuações abaixo da expectativa, críticas da torcida e dificuldades para transformar lampejos individuais em regularidade.

A cada nova temporada, a cobrança aumentava. O jogador que havia chegado como uma das principais apostas do clube precisava provar, dentro de campo, que poderia ocupar o espaço de protagonista que se esperava dele.

O lado vencedor da história

Apesar das oscilações, Cebolinha fez parte de um dos períodos mais vitoriosos do Flamengo.

Durante sua passagem, esteve no elenco que conquistou duas vezes a Libertadores, além de dois títulos da Copa do Brasil, um Campeonato Brasileiro, três Cariocas e uma Supercopa do Brasil.

Não foi, portanto, uma passagem sem conquistas. Muito pelo contrário. Cebolinha deixa o clube com uma coleção de troféus que poucos jogadores conseguem construir na carreira.

O desafio foi outro: transformar a participação em um ciclo tão vencedor em uma trajetória individual à altura da expectativa criada no momento da contratação.

Quase 200 jogos e um novo capítulo

Ao todo, foram 199 partidas com a camisa do Flamengo. Um número que mostra que, apesar das dificuldades, Cebolinha teve espaço e tempo suficientes para deixar sua marca no clube.

Agora, aos 30 anos, o atacante muda de cenário. O Santos será o próximo capítulo de uma carreira que começou em alta no Grêmio, ganhou projeção internacional, passou pela Seleção Brasileira e agora busca um novo recomeço no futebol brasileiro.

No Flamengo, fica a lembrança de um jogador que viveu os dois lados da moeda: participou de uma geração campeã de tudo, mas também conviveu com a cobrança por atuações mais constantes.

A despedida chega antes do fim do contrato e fecha um ciclo de pouco mais de quatro anos.

O Flamengo agradeceu a Cebolinha pelo profissionalismo, dedicação e contribuição ao clube e desejou sucesso na sequência da carreira.

Para o atacante, fica a missão de transformar a mudança de ares em uma nova oportunidade. Para o Flamengo, fica a história de uma contratação que conquistou títulos, disputou quase 200 jogos, viveu momentos importantes — mas nunca conseguiu escapar completamente da pergunta sobre o que poderia ter sido.

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