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Mulher é presa acusada de matar a própria mãe de 77 anos a marteladas em São Gonçalo

Segundo a Polícia Civil, filha atacou a idosa dentro de casa após suspeitar que ela tivesse mantido relações com o companheiro; vítima já havia sido ameaçada e agredida anteriormente

Delegacia de homicídios em São Gonçalo

Uma discussão motivada por uma suspeita terminou em tragédia dentro de uma casa na Região Metropolitana do Rio. Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil, acusada de matar a própria mãe, Delza Maria Alves Costa, de 77 anos, com golpes de martelo em São Gonçalo.

De acordo com a Delegacia de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), a suspeita foi até a residência da mãe armada com um martelo depois de acreditar que a idosa teria mantido relações sexuais com o companheiro dela. O homem mantinha um relacionamento com Delza havia cerca de nove anos.

Segundo as investigações, ao encontrar os dois juntos, a mulher passou a destruir objetos dentro do imóvel e questionou a mãe sobre a suposta relação. Em seguida, teria iniciado as agressões, atingindo a idosa diversas vezes, inclusive na cabeça.

O companheiro tentou impedir o ataque, mas também foi atingido na cabeça.

Polícia aponta histórico de agressões e ameaças

As investigações realizadas após o crime revelaram, segundo a DHNSG, que aquela não teria sido a primeira vez que a filha agrediu a mãe. Os policiais também identificaram relatos de ameaças de morte feitas anteriormente contra a idosa.

O histórico levantado pela equipe ajudou a reconstruir a dinâmica do crime. Durante as diligências, a mulher confessou aos policiais as agressões que provocaram a morte da mãe.

Prisão foi feita em flagrante

Após o trabalho de investigação no local e o cruzamento de informações, os agentes prenderam a suspeita em flagrante.

A mulher foi autuada por feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. A acusação também considera como agravante a idade avançada da vítima.

A autoridade policial pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, para que a suspeita permaneça presa durante o andamento do processo.

O caso segue sob investigação da DHNSG. A prisão e a autuação representam a acusação formal neste momento e não equivalem, por si só, a uma condenação definitiva.

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