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Volta Redonda leva experiência de cuidado com pessoas com Alzheimer para debate nacional

Trabalho desenvolvido no município será apresentado em evento em São Paulo que reúne especialistas para discutir políticas públicas, prevenção e direitos das pessoas com demência

Festa com pessoas com Alzheimer em Volta Redonda

Volta Redonda vai levar para um debate nacional uma experiência que nasceu dentro da rede municipal de assistência social e tem como foco uma realidade que afeta milhares de famílias: os desafios de cuidar de uma pessoa com doença de Alzheimer.

A experiência do município será apresentada durante a 8ª edição do Despertando a Sociedade para a Saúde do Cérebro, que acontece gratuitamente entre os dias 17 e 19 de setembro, em São Paulo. Promovido pelo Método Supera, instituição educacional de estimulação cognitiva, em parceria com a Associação Brasileira de Gerontologia (ABG), o encontro busca ampliar a discussão sobre saúde cerebral e doenças demenciais.

Representando a Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), a psicóloga Danielle da Silva Freire, diretora do Centro de Atendimento para Pessoa Idosa com Alzheimer e Familiares (Centro-Dia Synval Santos), participará do painel “Políticas públicas no Brasil para demências”.

Ao lado do gerontólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Henrique Salmazo da Silva, e do médico-geriatra e professor da Universidade Feevale, Leandro Minozzo, Danielle apresentará o tema “Políticas públicas municipais para a doença de Alzheimer: a experiência do município de Volta Redonda-RJ”.

Uma política que olha para o idoso e para quem cuida

Mais do que apresentar números ou estruturas de atendimento, a participação de Volta Redonda coloca em evidência uma política construída para lidar com os impactos do Alzheimer na vida cotidiana.

O Centro-Dia Synval Santos integra a rede da Smas e oferece acompanhamento especializado para pessoas idosas com Alzheimer, além de apoio aos familiares. A proposta considera que o cuidado não termina no atendimento ao paciente: ele também passa por quem está ao lado dele diariamente.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques, o reconhecimento da experiência demonstra a importância de uma rede de proteção construída de forma coletiva.

“É muito importante ver uma experiência construída em Volta Redonda sendo reconhecida e levada para um espaço de discussão nacional. Isso mostra a importância de uma política pública que olha para a pessoa idosa com Alzheimer, mas também para sua família e para toda a rede de cuidado.”

Segundo a secretária, o trabalho envolve diferentes profissionais e equipamentos da Assistência Social.

“É um trabalho coletivo, que envolve profissionais, equipamentos e diferentes áreas da Assistência Social”, acrescenta.

Experiência de Volta Redonda ganha espaço nacional

Para Danielle, o diferencial da experiência desenvolvida em Volta Redonda está justamente na construção conjunta do atendimento.

“Volta Redonda continua sendo, nesse painel, a única iniciativa que apresenta um trabalho coletivo junto à pessoa idosa com Alzheimer. É uma experiência construída por muitas pessoas e que mostra como o município vem trabalhando essa questão.”

A apresentação permite que uma experiência municipal seja inserida em uma discussão mais ampla sobre como o poder público pode responder ao avanço das doenças demenciais e às necessidades de uma população que está envelhecendo.

Evento antecede o Dia Mundial do Alzheimer

O encontro será realizado em alusão ao Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, e reunirá especialistas de áreas como neurologia, gerontologia, neuropsicologia, saúde pública e direito.

A programação deve abordar temas relacionados à prevenção, ao cuidado, às políticas públicas e aos direitos das pessoas que vivem com demência.

Para Volta Redonda, a participação representa não apenas o reconhecimento de uma iniciativa local, mas também a oportunidade de compartilhar uma experiência construída no município e contribuir para uma discussão que ultrapassa os limites da cidade.

Ao colocar no centro do debate a pessoa idosa, seus familiares e toda a rede envolvida no cuidado, o município apresenta uma perspectiva em que o Alzheimer não é tratado apenas como uma questão de saúde, mas também como um desafio social e familiar que exige acolhimento, proteção e políticas públicas permanentes.

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