Polícia

PM amplia Patrulha Maria da Penha com 24 policiais e novas viaturas blindadas em seis áreas do Rio

Reforço atinge Baixada Fluminense, Região Serrana e Zona Norte, regiões que concentram 42% das mulheres assistidas pelo programa no estado; Itaguaí passa a ter o serviço pela primeira vez

A Secretaria de Estado de Polícia Militar anunciou, na quinta-feira (29), a ampliação do programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, serviço especializado no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica e familiar em todo o estado do Rio de Janeiro. Seis pontos da Baixada Fluminense, da Região Serrana e da Zona Norte vão receber o reforço de 24 policiais militares, além de novas viaturas blindadas, apoio logístico e estrutura para acompanhar mulheres que possuem medidas protetivas.

Regiões com maior demanda

As áreas contempladas são as dos batalhões 10º BPM (Barra do Piraí), 20º BPM (Mesquita), 38º BPM (Três Rios), 39º BPM (Belford Roxo) e 41º BPM (Irajá), além da 4ª Companhia Independente (Itaguaí). Juntas, as regiões atendidas pelos cinco batalhões respondem por 42% dos casos de violência doméstica no estado, o que corresponde a 23.423 mulheres assistidas.

A área da 4ª CIPM, em Itaguaí, será atendida pelo programa pela primeira vez. Com isso, a equipe da Patrulha Maria da Penha do 24º BPM (Queimados), que hoje cobre a região, ficará menos sobrecarregada.

Nova Iguaçu lidera número de assistidas

Segundo a PM, Nova Iguaçu é o município com mais mulheres assistidas em todo o estado, com 4 mil. Na sequência aparecem Barra do Piraí (1.874), Três Rios (1.640), Belford Roxo (1.280) e Irajá (1.036). De acordo com a corporação, o aumento do efetivo e a chegada a Itaguaí vão ampliar as visitas, dobrar a cobertura dos atendimentos e permitir a fiscalização de mais medidas protetivas em menos tempo.

Policiais voluntários e capacitados

Todos os policiais que atuam no programa são voluntários e passam por treinamento específico. A capacitação inclui estudo da legislação de gênero e dos direitos das mulheres, parcerias institucionais e técnicas de gerenciamento de risco em contextos de violência doméstica e familiar.

Sete anos de atuação

Em sete anos, a Polícia Militar já acompanhou mais de 135 mil mulheres com medidas protetivas e realizou mais de mil prisões, segundo a corporação. A PM define o programa como modelo de polícia de proximidade, voltado a garantir os direitos previstos na Lei Maria da Penha. Para a Secretaria, a ampliação reforça o monitoramento das mulheres assistidas, o atendimento rápido e a prevenção, ao mesmo tempo em que busca humanizar o atendimento policial e devolver às vítimas a sensação de segurança.

Deixe um comentário