Uma mulher apontada pela Polícia Civil como uma das responsáveis pelas finanças da estrutura criminosa ligada a Fernandinho Beira-Mar foi presa nesta terça-feira (8), na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A captura foi realizada por agentes da 28ª DP (Praça Seca).
Segundo as investigações, a mulher é alvo das autoridades há mais de duas décadas por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Após a prisão de Beira-Mar na Colômbia, em 2001, ela teria sido identificada pela Polícia Federal como responsável pela administração financeira da organização. O nome da investigada também consta do relatório final da CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados.
A polícia afirma que a mulher exercia funções que iam além da administração financeira. Ela seria responsável pela venda de drogas na comunidade Parque das Missões, em Duque de Caxias, e também teria atuado como intermediária em negociações entre o marido e outros integrantes da organização criminosa.
O marido da presa também é investigado por integrar o grupo e por participar da compra de drogas e armas em países vizinhos, além do transporte e da distribuição desse material no Brasil.
Prisão de outro integrante ajudou nas investigações
A prisão desta terça-feira ocorre sete meses depois de outra operação envolvendo a mesma estrutura criminosa. Em fevereiro, policiais da 28ª DP participaram da captura, em Cabrobó, Pernambuco, de um homem apontado como braço direito de Fernandinho Beira-Mar.
De acordo com as investigações, o criminoso teria papel de destaque na compra e distribuição de grandes carregamentos de drogas destinados ao Comando Vermelho.
A apuração revelou ainda uma ligação empresarial entre os dois. A mulher e o homem preso em fevereiro chegaram a ser sócios de uma empresa que, segundo a polícia, teria sido utilizada para transportar drogas pelo estado do Rio de Janeiro e para outras unidades da Federação.
Contra a mulher, foi cumprido um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e colaboração com organização criminosa.
A prisão representa mais uma etapa das investigações da Polícia Civil para identificar integrantes e mapear a estrutura financeira e logística do grupo criminoso associado a Fernandinho Beira-Mar.