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Pastor é preso no Rio acusado de abusar de mais de 10 mulheres em três estados

Líder religioso era conhecido no Pará e teria usado a posição de confiança para se aproximar das vítimas; casos também são investigados no Amazonas e no Rio Grande do Sul

Viatura da Polícia Civil do Rio

Um líder religioso acusado de abusar sexualmente de mais de 10 mulheres em diferentes estados do país foi preso nesta quinta-feira (10), em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, o homem estava escondido no entorno da comunidade Cesar Maia e foi localizado após um trabalho de inteligência que envolveu o cruzamento de informações entre forças de segurança.

O suspeito era conhecido como pastor na cidade de Santa Izabel, no Pará. De acordo com as investigações, ele teria se aproveitado da posição de líder espiritual para conquistar a confiança das mulheres e, posteriormente, cometer os abusos.

Até o momento, investigadores identificaram vítimas no Rio de Janeiro, Maranhão e Pará. Outros possíveis casos estão sendo apurados no Amazonas e no Rio Grande do Sul.

Suspeito usava posição religiosa para ganhar confiança

A investigação aponta que a condição de líder religioso teria sido utilizada pelo suspeito como instrumento para estabelecer vínculos de confiança com as vítimas.

A partir das denúncias e das informações reunidas pelos investigadores, a Polícia Civil passou a mapear a atuação do homem em diferentes estados e a levantar possíveis endereços e rotas utilizados por ele.

O trabalho envolveu equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e da Polícia Civil do Pará.

Investigação levou agentes até a Estrada dos Bandeirantes

A prisão ocorreu depois de um intenso trabalho de monitoramento e análise de dados. Os investigadores cruzaram informações e passaram a acompanhar possíveis deslocamentos do suspeito.

Ele acabou localizado na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Grande, onde estava escondido.

Contra o homem havia um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido pelos agentes.

Casos em outros estados ainda são investigados

A Polícia Civil continua apurando a possível existência de outras vítimas. Além dos casos já identificados no Rio, Pará e Maranhão, há suspeitas em investigação no Amazonas e no Rio Grande do Sul.

A apuração deverá buscar esclarecer a extensão da atuação do suspeito, além de identificar outras possíveis vítimas e reunir elementos sobre os crimes investigados.

A prisão preventiva representa uma medida cautelar durante o andamento das investigações e não significa, por si só, condenação definitiva. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

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