Cultura

Sabores, histórias e encontros: Festival de Gastronomia de Macaé celebra a identidade da cidade

Em sua 15ª edição, evento reúne 23 restaurantes, mais de 20 especialistas, atrações culturais e experiências gratuitas na orla dos Cavaleiros

Entrada do evento em Macaé

Quem passar pela orla dos Cavaleiros, em Macaé, até domingo (13) vai encontrar muito mais do que pratos e sobremesas. Começou nesta quarta-feira (9) a 15ª edição do Festival de Cultura e Gastronomia de Macaé, um dos principais eventos gastronômicos da cidade, que neste ano convida o público a conhecer a história e a identidade do município por meio da comida.

Com o tema “Terroir”, que representa a cozinha de território, o festival valoriza ingredientes nativos e receitas que carregam referências e memórias de Macaé. A proposta é transformar cada prato em uma espécie de retrato da cidade, aproximando moradores e visitantes dos sabores produzidos na região.

Organizado pelo Polo Gastronômico de Macaé, com apoio da Prefeitura, o evento reúne 23 estabelecimentos locais, com entradas, pratos principais e sobremesas a partir de R$ 25.

A expectativa dos organizadores é receber cerca de 7 mil pessoas por dia.

Público se apaixona pelo festival

Na primeira noite, as universitárias Carine Souza, de 25 anos, e Fernanda Gomes, de 23, já chegaram com uma relação de carinho com o evento. Depois de conhecerem o festival no ano passado, elas decidiram voltar — e não apenas uma vez.

“Conhecemos o festival no ano passado e nos apaixonamos. Pretendemos passar por aqui todos os dias. Está tudo maravilhoso”, contaram.

A experiência proposta pelo festival vai justamente nessa direção: permitir que o público experimente diferentes sabores, conheça novos produtores e restaurantes e, ao mesmo tempo, aproveite uma programação que mistura gastronomia, música, literatura, dança e arte.

Gastronomia vai muito além do prato

Ao longo dos cinco dias, mais de 20 chefs, pesquisadores, baristas, sommeliers e especialistas em pâtisserie e mixologia participam da programação.

Na abertura, a primeira palestra ficou por conta de Cristiana Beltrão, colunista da Veja Rio e ex-comandante do restaurante Bazzar, no Rio de Janeiro.

Outra atração bastante procurada é o “Cozinha Show”, espaço dedicado a aulas práticas, oficinas de culinária e degustações gratuitas com profissionais reconhecidos da gastronomia.

Para participar, não é preciso pagar. Mas é bom chegar cedo: são disponibilizados 80 lugares por atividade, ocupados por ordem de chegada.

Festival também abre espaço para produtores locais

Uma das novidades desta edição é o “Boulevard”, área criada especialmente para reunir lojas de produtores e empreendedores de Macaé.

A iniciativa aproxima o público de quem produz e empreende na própria cidade e amplia a experiência para além dos restaurantes.

O festival também movimenta a economia local. Segundo a organização, a realização do evento contribui para a geração de mais de 500 empregos temporários.

Inclusão, tecnologia e inovação

A programação também foi pensada para oferecer diferentes experiências ao público.

Entre as iniciativas da Prefeitura de Macaé estão o Espaço de Regulação Sensorial, a Sala de Notebook Wi-Fi Macaé e a apresentação de um robô humanoide.

As ações integram a proposta de tornar o festival um espaço de convivência, inclusão, acessibilidade, tecnologia, inovação e bem-estar.

Música, dança e literatura completam a programação

A gastronomia divide espaço com uma agenda cultural que se estende durante todos os dias do festival.

Na abertura, o público acompanhou a apresentação da banda macaense Diário do Rock, criada nos anos 1990, com participação de alunos do curso de jazz do Polo de Cultura da Fronteira.

Nesta quinta-feira (10), o palco recebe o grupo Macahiba Jazz e a Escola Municipal de Dança, com apresentações de balé de repertório e danças urbanas. Depois, o público poderá acompanhar o Sarau Poético, com o poeta Gerson Dudus.

Na sexta-feira (11), o rock acústico da Shotgun divide a programação com a escritora Rayla Maciel.

Já no sábado (12), a música fica por conta do grupo Biguá, conhecido pelas rodas de samba da cidade, e da banda Km 50, que apresenta um repertório de rock atual.

A literatura também ganha destaque no sábado, com a escritora Gi Germano apresentando “O Saci e as Lendas de Macaé”. Em seguida, a escritora Rosana Silva participa da roda de conversa “A literatura infantil e o leitor crítico”. A programação literária termina com “20 Marias em um Grito”, de Kátia Teixeira.

No domingo (13), último dia do festival, a cantora macaense Ellen Chaffin leva o samba ao palco. A escritora Ana Paula Mattos também participa com a apresentação “Mala de Histórias da Ana”.

Durante todo o evento, DJs conhecidos do público macaense, como Alex Ferreira, Ferk, Moah e Luiza Aguiar, se revezam nas apresentações, acompanhados pelo grupo Seletores Universais.

Festival segue até domingo

O horário de funcionamento varia conforme o dia. Nesta quinta-feira (10), o público poderá visitar o festival das 18h às 23h. Na sexta (11) e no sábado (12), a programação segue das 18h à meia-noite.

No domingo (13), o encerramento acontece mais cedo, das 13h às 21h.

Ao reunir comida, música, literatura, dança, empreendedorismo e experiências para diferentes públicos, o festival transforma a orla dos Cavaleiros em um grande ponto de encontro.

Mais do que provar novos pratos, a proposta é descobrir Macaé pelos sentidos — pelas receitas, pelos ingredientes, pelas histórias e pelas pessoas que ajudam a construir a identidade da cidade.

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