Carro da Polícia Civil

Mais de R$ 30 milhões. Esse é o valor que, segundo a Polícia Civil, foi movimentado por uma organização criminosa investigada por aplicar o golpe do “falso consignado”. A dimensão do esquema levou agentes às ruas nesta quarta-feira (16/09), em uma operação que terminou com a prisão de uma mulher no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em conjunto com a Polícia Civil do Distrito Federal, e marca a segunda fase de uma investigação iniciada no ano passado. Na primeira etapa, policiais já haviam feito buscas em endereços ligados aos investigados.

Agora, o foco está na estrutura do grupo e, principalmente, no caminho percorrido pelo dinheiro obtido com as fraudes.

Golpe envolvia empréstimos consignados

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam fraudes relacionadas a empréstimos consignados para obter dinheiro das vítimas. Depois, os valores eram movimentados pelo grupo, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.

Os investigadores apuram ainda a participação de diferentes integrantes na operação do esquema, desde a execução das fraudes até a movimentação dos recursos.

Além do Rio de Janeiro, mandados foram cumpridos em São José dos Campos e Araraquara, no estado de São Paulo. A ofensiva pretende reunir novas provas e esclarecer a dimensão da organização criminosa.

Investigação mira milhões movimentados

O volume financeiro identificado pela Polícia Civil é um dos principais pontos da apuração. Mais de R$ 30 milhões teriam circulado dentro do esquema investigado, fazendo com que a polícia ampliasse o foco para além das próprias vítimas dos golpes.

A investigação tenta descobrir como os recursos eram recebidos, distribuídos e movimentados e quem seriam os responsáveis por cada etapa da operação.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação desta quarta-feira representa uma nova etapa da apuração. A prisão e o cumprimento dos mandados são medidas de investigação e não significam, por si só, condenação dos suspeitos.

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