A campanha do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado, entre outras coisas, diz que o Rio “não merece mais um Cláudio Castro”, em uma crítica direta ao ex-governador e indireta ao seu adversário Douglas Ruas (PL), considerado o nome apoiado por Castro para o Palácio Guanabara.
Somos forçados a concordar.
Ora, a gestão populista e irresponsável de Castro e de seu antecessor, Wilson Witzel, cassado em 2021, custou extremamente caro ao estado, tanto financeira quanto politicamente. É o que demonstra, em alguma medida, a atual gestão de transição do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro.
Estamos tão necessitados de uma gestão mais profissional que o nome de Couto chegou, inclusive, a ser considerado para uma eventual candidatura ao governo.
Então, temos de nos perguntar: até onde estaremos dispostos a pagar pelo populismo barato e irresponsável de determinados postulantes ao cargo de nada menos que governador do estado do Rio de Janeiro? O peso desse cargo foi tão banalizado que, hoje em dia, chamar alguém de “postulante” ao governo do estado parece ter pouco significado.
Falando em Ruas, em recente sabatina promovida pelo jornal O Globo e a rádio CBN, o representnte do PL usou e abusou dos achismos. Um deles, foi a falta de resposta ao dinheiro do Rioprevidência aplicado no Banco Master. Em vez de tratar dar uma saída para que o estado não perca mais dinheiro assim, limitou-se a elogiar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Disse o óbvio: que era uma “barbaridade”. Isso todo mundo já sabe..
Vide, ainda, a candidatura populista de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo. Preso em outra ocasião e tendo enfrentado restrições à sua participação em eleições anteriores, o ex-governador, que comandou o estado entre 1999 e 2002, quer uma nova chance. Trata-se de mais um caso de populismo que saiu caro ao estado. Atualmente, sua candidatura está sob contestação judicial, em razão da suspensão de seus direitos políticos.
O Rio de Janeiro, estado responsável por uma parcela expressiva da produção de petróleo do Brasil, vem sendo governado, nos últimos anos, por políticos que, em nossa avaliação, adotaram práticas irresponsáveis e populistas. Em termos de importância econômica, apesar de tudo, ainda somos a segunda unidade da Federação mais importante do país, atrás apenas de São Paulo.
Faz-se necessário que o governo do estado seja ocupado, agora, por um nome realmente capacitado. O eleitor precisa ter consciência de sua responsabilidade e buscar um candidato que possa ser considerado preparado para a função. Para isso, o currículo é fundamental — e não apenas o apoio de uma igreja ou de uma cidade. É preciso muito mais para governar um estado tão importante quanto o Rio de Janeiro.


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